Era mais um dia, desses que se acorda cheio de tarefas e se termina com mais delas não resolvidas. Mais um dia onde tudo ficou pra amanhã. E sem se dar conta, ela foi empurrando com a barriga, igualzinho a todos os que faziam parte de seu dia e seu futuro.
Junto disso vinha um aperto no peito estranho, uma tristeza inconsolável e uma falta de amor próprio. Não havia mais auto-estima que fizesse com que ela se posicionasse e nem certezas que fizessem ela seguir, como se as certezas servissem para alguma coisa, Aliás, até serviam, para fazer com que no decorrer agente visse que estava tudo errado, e incerto.
Se não tinha mais auto-estima podia ter certeza que esperava que alguém lhe estimesse. Ledo engano. Impossível alguém olhar com bons olhos uma imagem que se menospreza.
E neste espaço que vinha vivendo, foi perdendo sua fé.
Eu juro, juro que ela tentou!
Rezou pra mil santos, Deus e o Demônio. Emplorou pros céus de todas as formas. Mas parecia que o Demônio não entendia sua lingua e, além disso, Deus havia perdido suas orelhas. E ja sabem né? Um Deus sem orelhas não há santo que se faça escutar!
Assim ela se entregou ao niilismo e ao iato que vivia, estava apenas esperando passar, e mais uma vez deixando pra decidir e resolver tudo amanhã.
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Minhas lágrimas escorrem porque é o fim de uma parte da vida. Existe uma mistura de tristeza com hormônios que gera está combinação bombástica. Se já não bastasse o habitual... começa uma pequenina catástrofe.
Me desterritorializo e terei que achar outra terra, criar outro canto, arrumar as coisas pra ver se ficam um pouco do meu jeito.
Existe uma angústia nisso tudo, o novo é o novo e junto dele vem seus desafios. Mas como sempre caminho, a passos largos, mais um passo está acontecendo e mais uma vez não voltarei atrás. Porque meu rumo é em frente, aqui não falo de geografia e sim de vida. Porque geograficamente seguirei voltando, voltando pra seguir em frente.
É um grande clichê meu escrever sobre ciclos que se fecham, e caminhos que se abrem, mas talvez esse seja meu dilema eterno, ou seja, essa minha mania de nunca parar. Nunca me satisfazer, sempre seguir crescendo e assim abrindo novos mundos.
Que surja então um mundo novo, cheia das minhas coisas velhas, afinal eu gosto muito delas.
Me desterritorializo e terei que achar outra terra, criar outro canto, arrumar as coisas pra ver se ficam um pouco do meu jeito.
Existe uma angústia nisso tudo, o novo é o novo e junto dele vem seus desafios. Mas como sempre caminho, a passos largos, mais um passo está acontecendo e mais uma vez não voltarei atrás. Porque meu rumo é em frente, aqui não falo de geografia e sim de vida. Porque geograficamente seguirei voltando, voltando pra seguir em frente.
É um grande clichê meu escrever sobre ciclos que se fecham, e caminhos que se abrem, mas talvez esse seja meu dilema eterno, ou seja, essa minha mania de nunca parar. Nunca me satisfazer, sempre seguir crescendo e assim abrindo novos mundos.
Que surja então um mundo novo, cheia das minhas coisas velhas, afinal eu gosto muito delas.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
cabeça
Se eu pudesse eu deceparia minha cabeça.
Mas queria poder assistir de fora também.
Gostaria de ver minha carne cortada e todo o sangue jorrando porque assim quem sabe me sentiria viva.
Sim, está é a redundância da morte, com ela descobrimos que estávamos vivos, e quando tem muito sangue então, descobrimos que éramos muito vivos.
Enfim, nem uma coisa nem outra vai acontecer. Não vou descepar minha cabeça e nem mesmo descobrir que estou viva. Continuarei neste nada que me aflige, fumarei mais um cigarro, e verei o tempo passar pela minha janela.
Agora me dei conta, que se me aflijo é porque estou viva, descobri o que queria ao decepar minha cabeça e então o que quero realmente é o fim. Que chegue logo esse fim, só não sei qual fim ainda mas pode ser qualquer um que me deixe viva.
Mas queria poder assistir de fora também.
Gostaria de ver minha carne cortada e todo o sangue jorrando porque assim quem sabe me sentiria viva.
Sim, está é a redundância da morte, com ela descobrimos que estávamos vivos, e quando tem muito sangue então, descobrimos que éramos muito vivos.
Enfim, nem uma coisa nem outra vai acontecer. Não vou descepar minha cabeça e nem mesmo descobrir que estou viva. Continuarei neste nada que me aflige, fumarei mais um cigarro, e verei o tempo passar pela minha janela.
Agora me dei conta, que se me aflijo é porque estou viva, descobri o que queria ao decepar minha cabeça e então o que quero realmente é o fim. Que chegue logo esse fim, só não sei qual fim ainda mas pode ser qualquer um que me deixe viva.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Bons ventos
Estou voltando. Nunca tive a pretensão de ser escritora, nunca estudei nada a respeito de como se deve escrever, porém, sei que aqui me encontro.
Desde sempre o homem simboliza, e assim se organiza. Os homens da caverna desenhavam nas paredes para se ver, e assim, entender ou até quem sabe deixar estancado o caos incompreensível da existência.
Um homem que não simboliza, está a beira de enlouquecer.
Pra isto me serve a escrita, não sei se os leitores compreendem (se é que existem), as vezes eu mesma considero vazio e escroto o que escrevo. Mas quem disse que existir também não é vazio e escroto?
Buenas, bons ventos me trazem. Estou completamente caótica, mas é o caos mais bem vivido em toda minha vida e talvez o mais maduro e compreendido por mim.
Estou me mudando, vou pra Porto Alegre. No mínimo ficarei por lá durante dois anos. Além disso, minha analista me deu alta, estou no processo da alta.
Muitos me dizem, que momento maravilhoso! E eu penso, sim é maravilhoso, mas é horrível ao mesmo tempo.
Tenho meus vínculos em minha cidade. E viver a mudança me remete ao dia que minha babá foi embora, às diversas vezes que eu mudei de colégio e todos os meus colegas ficaram por lá, às mudanças de cidades, que foram 4 vezes e tudo que ficou por lá, sem contato.
Agora sou adulta, não preciso mais deixar as pessoas, já sei ir e vir, me comunicar e dizer que vou mas também quero ficar. Mas infelizmente existe algo que a distância geográfica faz que eu não sei explicar, só sei que dói e vai doer muito. O que me acalenta é o fato de que tenho um mundo me esperando, mas quero ser prudente, e ter sempre comigo que agora pra viver em um mundo não é preciso abandonar outro.
Ah, crescemos e temos que aprender a administrar... e como vai ser difícil fazer isso sem minha analista! O lado bom é que tenho este lugar e não há dúvidas de que aqui, justamente quando estou fazendo isto (escrever), me sinto ao menos materializando, simbolizando um milésimo de algo dentro de mim.
Por mais um dia, minha loucura espera, desejando me tomar completamente.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Nomes
A sociedade me deu a aliança
os nomes...
FICANDO
NAMORANDO
NOIVOS
CASADOS
AJUNTADOS
SEPARADOS
A sociedade me deu
receita pra ser feliz...
TER FILHOS
MORAR JUNTO
BOA ESCOLA PARA AS CRIANÇAS
TRABALHO QUE ME PAGUE BEM
A sociedade me encheu de estigmas
Me deu muitas coisas
e eu encontrei, no meio disso tudo,
o olho no olho e todo o resto perdeu a graça.
os nomes...
FICANDO
NAMORANDO
NOIVOS
CASADOS
AJUNTADOS
SEPARADOS
A sociedade me deu
receita pra ser feliz...
TER FILHOS
MORAR JUNTO
BOA ESCOLA PARA AS CRIANÇAS
TRABALHO QUE ME PAGUE BEM
A sociedade me encheu de estigmas
Me deu muitas coisas
e eu encontrei, no meio disso tudo,
o olho no olho e todo o resto perdeu a graça.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Mudança.
O clima é este e a realidade também. Estou no caminho, ainda não sai totalmente, nem cheguei por inteiro. Então o que acontece é que passado e futuro se confundem e fica quase impossível viver o presente.
Estado emocional suscitado pela geografia. Ah, se os geógrafos soubessem o quão de filosófico tem sua profissão...
O clima é este e a realidade também. Estou no caminho, ainda não sai totalmente, nem cheguei por inteiro. Então o que acontece é que passado e futuro se confundem e fica quase impossível viver o presente.
Estado emocional suscitado pela geografia. Ah, se os geógrafos soubessem o quão de filosófico tem sua profissão...
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